Cãominhada

Cãominhada é um projeto de voluntariado para passeios com cães que estão a espera de adoção.

Uma história de Reabilitação

Cada animal têm sua própria personalidade, seus próprios traumas, medos e inseguranças. Assim como nós, seres humanos, eles também passam por maus bocados na vida, principalmente se estão nas ruas, abandonados.

Um dos trabalhos que realizamos no CCZ, com o projeto Cãominhada, é reabilitar os animais que chegam traumatizados, para que eles consigam socializar com outros cães, no canil, e futuramente, acostumar com a presença de pessoas, para que possam ter uma  adoção responsável futuramente.

Mas o trabalho é árduo, diário e requer muita paciência, isso sem falar no amor envolvido! Aos domingos, procuramos fazer a vontade dos cães, tentar entender um pouco mais do passado deles, e ajudá-los a melhorar, com atitudes mínimas como um carinho, uma pausa na caminhada ou até uma paradinha para rolarem na grama. E isso  faz toda a diferença.

Devemos ensiná-los a como se comportarem diante dos mais variados estímulos (cães, gatos, pessoas, ambientes públicos, sons, superfícies,etc) de forma segura e auto-controlada, e não suprimindo comportamentos indesejados como é feito no adestramento tradicional.

Uma história de reabilitação recente, é o caso do nosso Zé, que chegou no CCZ em 2010, após ter invadido um colégio. Foi removido com um cambão (aquele equipamento usado para laçar o cão). Desde que chegou até nós, Zé sempre se mostrou muito dócil, e consegue conviver bem com outros cães.

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Mas o trauma desse peludinho era a coleira. Ele NUNCA, nunca mesmo, havia aceitado qualquer tipo de coleira, guia, peitoral. Por conta disso, nunca participou da Cãominhada, e ficou restrito ao pequeno canil por 6 anos. Quando era necessário dar banho ou algum medicamento, o pequeno Zé tinha que ser sedado. Já chegou até a perder alguns dentes tentando se desvencilhar da coleira.

Dói o coração né? A gente sabe! Mas não desistiríamos dele tão fácil.

Os voluntários Mônica Caldiron e Fernando Oliveira iniciou um projeto de dessensibilização do uso da coleira tipo peitoral (que evita o atrito com o pescoço do animal),e em troca do bom comportamento, dava recompensas como petiscos e muito carinho. Na segunda etapa do tratamento, os voluntários responsáveis começaram a conectar o mosquetão da guia ao peitoral, mas tudo ainda dentro do canil.

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Após alguns meses, Zé começou a andar dentro do canil com a coleira peitoral e guia, e com muita perseverança foi evoluindo. E foi só há duas semanas atrás que, pela primeira vez, ele passeou tranquilo, cheirando tudo, abanando o rabinho. Um pouco assustado ainda, claro, pois é um mundo novo. Isso encheu nosso coração de esperança e orgulho!

 

Quer ver só? CLIQUE AQUI E VEJA O  VÍDEO DO PRIMEIRO PASSEIO DO ZÉ!

Mas não vamos parar por aí. O processo de reabilitação ainda continua, e temos fé de que o destino do pequeno Zé será lindo, e ele terá chances de ter uma família incrível algum dia! ❤

 

 

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Publicado em 20/02/2017 por em Campanha.
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