Cãominhada

Cãominhada é um projeto de voluntariado para passeios com cães que estão a espera de adoção.

Problemas de tireoide nos cães: eles existem!

Quem é que já ouviu falar de uma doença chamada Hipotireoidismo? Ela é comum entre os seres humanos, mas também pode aparecer nos cachorros, e tem sido cada vez mais recorrente.

Responsável por regular uma série de aspectos de extrema importância no corpo dos cães (como o metabolismo, por exemplo), a glândula tireoide causa uma deficiência na produção de hormônios quando não executa suas funções de maneira correta, causando o hipotireoidismo .

Nos cães, apesar de contar com tratamentos eficientes e rápidos, esta doença ainda é um pouco chata, uma vez que seu diagnóstico nem sempre é simples e, até que seja descoberta a causa, o problema já pode ter causado bastante complicações.

Mas como descobrir se meu cão sofre desse mal? Um exame de sangue pode detectar a disfunção hormonal. Muitos cachorros sofrem por anos sem que um quadro seja definido de maneira concreta. Isso acontece porque os níveis de hormônios que poderiam ajudar na definição de um diagnóstico preciso, em muitos cães aparecem de forma discreta, impedindo que o hipotireoidismo seja reconhecido.

Existem 3 tipos de hipotireodismo nos cães:

Primário: é o mais comum, ocorrendo em cerca de 95% dos casos da doença. Está associado à produção de anticorpos que destrói o tecido glandular e como resultado, os hormônios da tireoide param de ser produzidos.

Secundário: é caracterizado pela deficiência na produção do hormônio TSH, responsável pela síntese dos hormônios da tireoide: T3 e T4. Esse tipo é bem mais raro.

Congênito: muito perigoso para os filhotes. Este tipo é bastante raro e consiste na deficiência da produção de iodo, que dificulta a síntese dos hormônios da tireoide.

E quais são os sintomas que podem aparecer no animal?

Na maioria dos casos, é entre as idades de cinco e dez anos que os problemas da tireoide começam a se manifestar em cães, gerando os seguintes sintomas:

  • queda de pelos;
  • pontos de infecção no corpo
  • dermatites (pele muito seca ou muito oleosa);
  • descamação da pele;
  • aumento de peso.

 

Mudanças comportamentais também são comuns, e falta de energia e sonolência também podem aparecer.

Apesar de ser uma doença bem prejudicial, ela tem tratamento, mas não uma cura concreta. É um tratamento para a vida toda, assim como nos seres humanos.

É preciso uma reposição hormonal do cachorro, com dosagem e frequência dos medicamentos corretos, que devem ser indicados de acordo com o quadro específico do pet e por um médico veterinário, que deve acompanhar as melhoras ou pioras do cão com a medicação e adaptá-las até encontrar um equilíbrio.

Tião

Tião – um senhorzinho pastor alemão em sua caminhada.

 

E aí, gostou da dica? Fique de olho no seu amigo e em qualquer mudança de comportamento, sempre ❤

 

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Publicado às 07/06/2017 por em Você Sabia? e marcado , , , .
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